22 de janeiro de 2017

Furar blitz não compensa

Quem fura uma blitz está sujeito a 7 multas diferentes, a maioria delas gravíssimas, além de ter o veículo removido e os documentos recolhidos. Outra penalidade aplicada é a suspensão do direito de dirigir. A Operação Rota de Fuga combate esta conduta em Pernambuco.


Veículo interceptado pela Operação Rota de Fuga em 14-01-2017 colide em retroescavadeira
Foto: Unidade de Fiscalização do Detran-PE


No último dia 14, a Operação Rota de Fuga (ORF), coordenada pelo Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco, esteve em Tamandaré. Na ocasião, abordou um condutor que se recusou a entregar a Habilitação e os documentos do veiculo bem como a realizar o teste de alcoolemia.

Na tentativa de fugir, o infrator arrancou bruscamente, ameaçando agentes de trânsito e pedestres que estavam no local. Sem ter como escapar, perdeu o controle do veiculo e bateu numa retroescavadeira.

A Unidade de Fiscalização do Detran-PE estima que, em média, ocorrem três tentativas de se furar a blitz em cada ação da ORF.

Lançada há 8 meses, a Operação Rota de Fuga foi criada para enquadrar os infratores em sua tentativa de se evadir, causando acidentes e colocando em risco a vida dos outros e a sua própria.

É comum que a fuga de uma blitz esteja associada à ingestão de álcool. Por este motivo, a ORF intensificou os testes de alcoolemia, passando de uma média de 600 em maio para 1500 no último quadrimestre.

Quem fura a blitz recebe várias multas simultaneamente, a maior parte de natureza gravíssima, no valor de R$293,47, acrescentando 7 pontos à Carteira de Habilitação.

Além disso, em quase todos os casos, acontece a remoção do veículo e o recolhimento dos documentos de porte obrigatório (CNH e CRLV). O infrator tem ainda instaurado contra si um processo administrativo de suspensão do direito de conduzir veículo automotor.

Crimes como roubo também costumam estar por trás do esforço de fugir das blitze. É o caso de uma Hilux, com alerta de roubo, que, em outubro passado, foi interceptada pela ORF em parceria com a Polícia Militar no encontro entre as avenidas Agamenon Magalhães e João de Barros, em Recife. Graças a esta ação, o proprietário do veículo pôde reaver o bem.

Duas multas são aplicadas de forma incontornável a quem tenta furar uma blitz:

  • Por desobedecer as ordens do agente de trânsito (infração grave, multa de R$ 195 reais e cinco pontos na Carteira de Habiltiação) 
  • Por transpor, sem autorização, bloqueio viário ou policial (multa no valor de R$293,47, sete pontos na Carteira de Habilitação e suspensão do direito de dirigir). 


Outras multas aplicáveis a quem fura a blitz são:

  1. Por retirar do local veículo legalmente retido para regularização, sem permissão da autoridade competente ou de seus agentes.
  2. Por dirigir ameaçando os pedestres que estejam atravessando a via pública, ou os demais veículos.
  3. Por utilizar-se de veículo para demonstrar ou exibir manobra perigosa, mediante arrancada brusca, derrapagem ou por freiar arrastando os pneus.
  4. Por recusar-se a entregar à autoridade de trânsito ou a seus agentes, mediante recibo, os documentos de habilitação, de registro, de licenciamento de veículo e outros exigidos por lei.
  5. Por retirar do local veículo legalmente retido para regularização, sem permissão da autoridade competente ou de seus agentes.

Desde o início dos seus trabalhos, em maio de 2016, e até dezembro, a ORF abordou 17.636 veículos, realizou 8.380 testes de alcoolemia e aplicou 3.713 multas.

No final de 2016, o Governo do Estado investiu cerca de 8,5 milhões de reais nas Operações de Trânsito do Detran-PE, dentre elas a ORF. Foram adquiridos 33 veículos para o deslocamento dos agentes e de equipamentos  de apoio.

2 comentários:

  1. Quem fugir da blitz também estar passível de ser autuado por dirigir ameaçando os demais veículos que transitam na via pública, artigo 170 do CTB.

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    1. Muito bem lembrado, Adeilson. Obrigado pela atenção e colaboração. Grande abraço.

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