27 de julho de 2017

Cinquentinhas cometem, proporcionalmente, o dobro de infrações de motocicletas

A relação entre o número de infrações cometidas e a frota, no caso das cinquentinhas, é quase o dobro do valor encontrado com base nos dados relativos a motocicletas.

Foto: Anderson Souza Leão


Desde 2015, o Departamento de Trânsito de Pernambuco vem aumentando os investimentos na promoção da segurança de quem dirige veículos de duas rodas. O exemplo mais recente foi a campanha lançada hoje, Dia do Motociclista, sob o título de A Minha Vida Sem Mim. O objetivo é levar as pessoas a refletir sobre a falta que podem fazer ao se tornarem vítimas fatais de acidentes de trânsito.

Analisando os dados estatísticos do Detran-PE, percebe-se que o principal alvo devem ser os condutores de ciclomotores, comumente chamadas de cinquentinhas. Pode-se afirmar isso com base na relação entre o número de infrações cometidas e a frota.

Em 2017, até o momento, essa relação é de 16% no caso das cinquentinhas: quase o dobro da porcentagem encontrada no universo estatístico das motocicletas.

As frotas de motocicletas e ciclomotores são, respectivamente, 973.996 e 36.210 (levantamento de junho de 2017).

Além disso, o número de infrações cometidas a bordo de motocicletas foi praticamente o mesmo em 2015 e 2016, pouco mais de 226 mil. E, em 2017, a tendência é que a quantidade de infrações cometidas por motociclistas diminua, tendo em vista que até julho, sétimo mês do ano, foram registradas, no estado, 94.834 infrações, menos da metade do quantitativo dos anos de 2015 e 2016.

Já o número de infrações relacionadas a ciclomotores começou a série histórica, no ano de 2015, com 1.195. No ano seguinte, foram contabilizadas 12.523 infrações. A boa notícia é que, em 2017, até agora, foram 5.859 infrações, menos da metade do total registrado em 2016.

Até 2015, as cinquentinhas não eram emplacadas. Essa ausência de “identidade” favorecia o cometimento de infrações, tendo em vista que a placa é, na maioria esmagadora das vezes, a referência à qual os agentes de trânsito associam o auto de infração.

O Detran-PE foi pioneiro na promoção do registro e emplacamento dos ciclomotores e foi também o primeiro órgão a emitir a Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC), documento de habilitação.


Fique por dentro

Na década de 1990, o número de motocicletas representava aproximadamente 8,4% da frota total de veículos do Estado: eram apenas 33 mil. Já a frota de carros, representava 70%.

Em 1999, a frota de motos ultrapassou a casa de 100 mil. Em 2009, esse número já era cinco vezes maior.

Atualmente, são mais de um milhão de motocicletas, o que representa mais de 37% do total de veículos pernambucanos: porcentagem quase igual à de carros (45%). Porém, nos últimos três anos, a quantidade de motos tem tido uma pequena variação, repetindo o fenômeno que vem ocorrendo com a frota total de veículos.

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